Vida no Orixá
Quem nasce com a missão de louvar Orisá tem que estar preparado para assumir responsabilidade perante os homens e os deuses, não tem como ser do Candomblé e levar uma vida “mais ou menos”, precisamos ter postura, acreditar no que pregamos e perante uma provação, sermos fortes, só assim construiremos uma vida exemplar, não é fácil, eu sei, mas temos que tentar, só assim saberemos lidar com as nossas fraquezas e potencialidades.
Se o seu Orisá te escolheu é porque você é especial, é único e pode mudar positivamente a sociedade, seja sendo uma dona de casa e educando bem seus filhos, seja um empresário que se preocupa com as questões ambientalistas, dentro de cada eledá há uma jóia a ser lapidada.
Aprendi que a caminhada de quem carrega mágoa é muito pesada, perdoar os outros e a si mesmo, ajuda na missão de vim e ser feliz, para retornar ao orún uma pessoa melhor, afinal tudo isso é passageiro, o que se eterniza são as suas ações, por isso, abrace, sinta, chore, ria, VIVA!
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quinta-feira, 14 de abril de 2016
quinta-feira, 17 de setembro de 2015
Aprender é tudo !
Bem dendro das minhas pesquisas sobre a religião não só a umbanda mas todas aquelas de matriz africa, tiro disso tudo um rico e vasto aprendizado cultural, ético e de vida o qual estou constante mente passando tudo aquilo que aprendo.
Irei listar algumas referencias que devemos usar como base para uma boa pesquisa e estudos:
- A Umbanda é uma religião feita para o individuo, com os seus valores feitos para criar uma busca do seu eu, passando por uma reforma intima e a reavaliação dos sues valores. Para assim poder ajudar o próximo e se doar de corpo, coração e alma!
- A Intolerância Religiosa não é só de outras com uma, ela existe dendro da nossa própria doutrina, pois as pessoas esquecem que a religião é inserida dentro de uma cultura e a ela é ligada diretamente.
Exemplificando isso é analisar a umbanda em varias regiões do pais. A base é a mesma mas a interferência da cultura, ética, moral e costumes é super visível.
Por tanto o que é considerando errado em uma região é super correta em outra. ( incluindo cores, comida, cantos, nomes, jeito de fazer a gira ...) - A umbanda tem fundamentos e a eles devemos saber!
Mas não devemos limitar nosso conhecimento a livros, internet e no interpessoal.
Buscar uma casa (ilê, terreiro, templo, tenda ...) teremos a certeza de que estamos recebendo os fundamentos de raiz, pois só no dia a dia e na pratica conseguimos entender coisas e estigmas que lendo não concordamos. - Evolução!
Evoluir faz parte do nossa doutrina e tem que se fazer presente em nossa vida e estudos.
Talvez esse seja um motivo para qual a umbanda de hoje não é tão igual a de 100, 50, 30, 20 anos atras.
Acredito que aprender nunca é demais e seguir algumas regras nos da mais suporte para nos tornarmos religiosos melhores, ajudando abrir nossos horizontes intelectuais.
Bons Estudos!
Bará/Exu - Orixá dos caminhos
Orixá mais humano de todos os Deuses africanos.
Orixá Princípio de Movimento e Interligação. O Mensageiro dos Orixás.
Bará pode ser o mais benevolente dos Orixá se é tratado com consideração e generosidade.
Suas saudações, obrigações e cortes, devem sempre ser feitos em primeiro lugar.
Os primeiros missionários após identificarem, o que para eles era importante, o que representava este Orixá aos negros, logo o identificaram como o Diabo, talvez por alguns comportamentos que a Ele é comum, como: irreverência, prepotência, arrogância, astúcia e um ser nem um pouco puro, se óbvio comparado aos padrões da Igreja Católica.
Por várias características pertencentes aos homens, Bará se apresenta como o Orixá mais humano de todos os Deuses africanos, a mais marcante e que responde sempre na mesma forma de como e tratado, se ganha o que lhe pertence, encontraremos um Orixá prestativo e presente, segurando todas nossas futuras necessidades, caso contrario devemos nos preparar, sem exagero, para alguma coisa desagradável.
Como dono das chaves, dos portais, encruzilhadas e caminhos, deve sempre ter suas saudações, obrigações e cortes, este último quando necessário, feitos em primeiro lugar, assim nos humanos garantimos a segurança de nosso ritual, assim como no ritual e o Orixá responsável pela boa abertura dos trabalhos, esta para nossos negócios e vidas, destrancando caminhos e abrindo portas, ou trancando e fechando, dependendo de nossos merecimentos e cumprimento de tarefas.
Uma de suas características mais marcantes, esta presente em uma das milhares lendas existentes sobre este Orixá, conta a lenda que certo dia Bará desafia Oxalá, a discussão em pauta era saber quem era o mais antigo, logo Aquele que deveria receber mais respeito, e se tornar o soberano em relação ao Outros, após uma batalha cheia de peripécias e truques, Oxalá domina a cabaça de Bará, onde esta sua concentração de poderes, tornando-lhe assim seu eterno servo.
Qualidades do Orixá Bará
Bará Elegba: Responsável, pelo inicio e fim da vida dos homens, está nas fronteiras entre o bem e o mal, participa das grandes decisões entre o sim e o não.
Bará Lodê: É o Orixá das chaves que abrem ou fecham os caminhos, para todas as existenciais. Cuida de todos os cruzeiros, da estrada, do mato ou da rua. Bará Lodê é o senhor do destino.
Bará Lanã: É ele quem abre as estradas e atalhos organizando os caminhos.
Bará Adague: Responsável pela defesa do Ilê. É o decodificador das mensagens dos orixás através dos búzios.
Bará Agelu: Regula a multiplicação de todas as formas de vida sobre a terra.
Outras Informações:
Data Comemorativa: 13 de junho - 29 de julho
Dia da Semana: Segunda-Feira
Saudação: Alupo ou Lalupo
Cor: Vermelho/ Vermelho e Preto
Simbolo: Bastão – agô
Animal de estimação: Rato
Elemento: Fogo
Ponto da Natureza: Encruzilhada
Metal: Ferro
Ferramentas: foice, chave, corrente, garfo, ponteira, punhal e cachimbo.
Pedra: Granada, Rubi, Turmalina Negra, Onix
Parte do corpo que rege: esqueleto, pênis, pâncreas, uretra, urina, sangue.
Aves: galo vermelho ou casal de galinhas d'angola
Pombo: preto e cinza
Quatro - pé: bode preto para Bará Lodê, cabrito branco para Bará Agelú
Peixe: pintado
Frutas: manga, ameixa vermelha, butiá, maracujá, cana-de-açúcar, figo.
Doce: caramelo, mel, negrinho (brigadeiro), bombons, figos em calda ...
Flor: cravo vermelho
Ervas: fumo brabo, dinheiro em penca, arruda macho, alevante guiné, orô, arnica, cipó-mil-homens, carqueja, canela.
Comida: Padê
Sincretismo:
Bará Lodê - São Pedro, quando faz adjuntó com Iansã, São Benedito com faz adjuntó com Obá.
Bará Lanã - Santo Antônio do Pão dos Pobres
Bará Adague - Santo Antônio
Bará Agelú - Menino no colo do Santo Antônio
segunda-feira, 14 de setembro de 2015
Obá, Senhora da paixão
Defende a justiça, procura refazer o equilíbrio.
Obá é irmã de Iansã, foi esposa de Ogum e, posteriormente, terceira e mais velha mulher de Xangô. Bastante conhecida pelo fato de ter seguido um conselho de Oxum e decepado a própria orelha para preparar um ensopado para o marido na esperança de que isto iria fazê-lo mais apaixonado por ela.
Quando manifestada, esconde o defeito com a mão. Seus símbolos são uma espada e um escudo.Tudo relacionado a Obá é envolto em um clima de mistérios.
Obá é Orixá ligado a água, guerreira e pouco feminina. Suas roupas são vermelhas e brancas, leva um escudo, uma espada, uma coroa de cobre. Usa um pano na cabeça para esconder a orelha cortada.
Obá filha de Iemanjá e Oxalá. Em toda a África Obá era cultuada como a grande deusa protetora do poder feminino, por isso também é saudada como Iyá Agbá, e mantém estreitas relações com as Iya Mi. Era uma mulher forte, que comandava as demais e desafiava o poder masculino.
Obá é saudada como o Orixá do ciúme, mas não se pode esquecer que o ciúme é o corolário inevitável do amor, portanto, Obá é um Orixá do amor, das paixões, com todos os dissabores e sofrimentos que o sentimento pode acarretar. Obá tem ciúme porque ama.
Como pode uma deusa ligada a esses sentimentos, dedicar-se à guerra? Toda a energia das suas paixões frustradas é canalizada por ela para a guerra, tornando-se a guerreira mais valente, que nenhum homem ousa enfrentar. Obá supera a angústia de viver sem ser amada.
Obá troca um palácio por uma cabana, troca todas as riquezas do mundo por uma frase: “Eu te amo”.
Outras Informações:
Sincretismo: Santa Joana d’Arc
Data Comemorativa: 30 de Maio
Dia da Semana: Quarta-Feira
Saudação: Obá Xirê
Cor: Vermelha (puxado para o marron) ou o Rosa
Simbolo: Ofangi (espada) e o escudo de cobre
Elemento: Fogo
ervas: Candeia, negamina, folha de amendoeira, pomeia, mangueira, manjericão, rosa.
Ponto da Natureza: Águas Revoltas
Metal : Cobre
Pedra: coral,esmeral, olho de leopardo
Comidas: Abará – massa de feijão fradinho enrolado em folhas de bananeira; acarajé e quiabo picado.
Bebida: Champanhe
domingo, 13 de setembro de 2015
Nanã, A mais velha!
A mais velha divindade do panteão, associada às águas paradas, à lama dos pântanos, ao lodo do fundo dos rios e dos mares. É tanto reverenciada como sendo a divindade da vida, como da morte. Seu símbolo é o Íbíri – um feixe de ramos de folha de palmeira com a ponta curvada e enfeitado com búzios.
Nanã Buruquê representa a junção daquilo que foi criado por Deus. Ela é o ponto de contato da terra com as águas, a separação entre o que já existia, a água da terra por mando de Deus, sendo portanto também sua criação simultânea a da criação do mundo.
1. Com a junção da água e a terra surgiu o Barro.
2. O Barro com o Sopro Divino representa Movimento.
3. O Movimento adquire Estrutura.
4. Movimento e Estrutura surgiu a criação, O Homem.
Portanto, para alguns, Nanã é a Divindade Suprema que junto com Zambi fez parte da criação, sendo ela responsável pelo elemento Barro, que deu forma ao primeiro homem e de todos os seres viventes da terra, e da continuação da existência humana e também da morte, passando por uma transmutação para que se transforme continuamente e nada se perca.Esta é uma figura muito controvertida do panteão africano. Ora perigosa e vingativa, ora praticamente desprovida de seus maiores poderes, relegada a um segundo plano amargo e sofrido, principalmente ressentido.
Orixá que também rege a Justiça, Nanã não tolera traição, indiscrição, nem roubo. Por ser Orixá muito discreto e gostar de se esconder, suas filhas podem ter um caráter completamente diferente do dela. Por exemplo, ninguém desconfiará que uma dengosa e vaidosa aparente filha de Oxum seria uma filha de Nanã “escondida”.
Nanã faz o caminho inverso da mãe da água doce. É ela quem reconduz ao terreno do astral, as almas dos que Oxum colocou no mundo real. É a deusa do reino da morte, sua guardiã, quem possibilita o acesso a esse território do desconhecido.
A senhora do reino da morte é, como elemento, a terra fofa, que recebe os cadáveres, os acalenta e esquenta, numa repetição do ventre, da vida intra-uterina. É, por isso, cercada de muitos mistérios no culto e tratada pelos praticantes da Umbanda e do Candomblé, com menos familiaridade.
Muitos são portanto os mistérios que Nanã esconde, pois nela entram os mortos e através dela são modificados para poderem nascer novamente. Só através da morte é que poderá acontecer para cada um a nova encarnação, para novo nascimento, a vivência de um novo destino – e a responsável por esse período é justamente Nanã.
Esta grande Orixá, mãe e avó, é protetora dos homens e criaturas idosas, padroeira da família, tem o domínio sobre as enchentes, as chuvas, bem como o lodo produzido por essas águas.
É a primeira esposa de Oxalá, tendo com ele três filhos: Iroco (ou Tempo), Omolu (ou Obaluaiê) e Oxumarê.
Por ser mãe de Obaluaiê, eles trabalham em conjunto, enquanto ela atua na decantação emocional e no adormecimento do espírito que irá encarnar, ele atua na passagem do plano espiritual para o material (encarnação), o envolve em uma irradiação especial, que reduz o corpo energético ao tamanho do feto já formado dentro do útero materno onde está sendo gerado, ao qual já está ligado desde que ocorreu a fecundação.
Outras Informações:
Sincretismo: nossa Senhora Sant'Ana
Data Comemorativa: 26 de Julho
Dia da Semana: Segunda-Feira ou Sabado
Saudação: Saluba Nanã
Cor: Roxo ou lilás
Simbolo: Íbíri
Elemento: Água
flores: Todas a s flores roxas.
Ervas:Manjericão Roxo, Colônia, Ipê Roxo, Folha da Quaresma, Erva de Passarinho, Dama da Noite, Canela de velho, Salsa da Praia, Manacá, dália vermelho escura, folha de berinjela, folha de limoeiro.
Ponto da Natureza: Lagos, águas profundas, lama, cemitérios, pântanos.
Metal : Latão ou Níquel
Pedra: Ametista
Comidas: Feijão Preto com Purê de Batata doce. Aberum. Mungunzá
Bebida: Champanhe
Nanã Buruquê representa a junção daquilo que foi criado por Deus. Ela é o ponto de contato da terra com as águas, a separação entre o que já existia, a água da terra por mando de Deus, sendo portanto também sua criação simultânea a da criação do mundo.
1. Com a junção da água e a terra surgiu o Barro.
2. O Barro com o Sopro Divino representa Movimento.
3. O Movimento adquire Estrutura.
4. Movimento e Estrutura surgiu a criação, O Homem.
Portanto, para alguns, Nanã é a Divindade Suprema que junto com Zambi fez parte da criação, sendo ela responsável pelo elemento Barro, que deu forma ao primeiro homem e de todos os seres viventes da terra, e da continuação da existência humana e também da morte, passando por uma transmutação para que se transforme continuamente e nada se perca.Esta é uma figura muito controvertida do panteão africano. Ora perigosa e vingativa, ora praticamente desprovida de seus maiores poderes, relegada a um segundo plano amargo e sofrido, principalmente ressentido.
Orixá que também rege a Justiça, Nanã não tolera traição, indiscrição, nem roubo. Por ser Orixá muito discreto e gostar de se esconder, suas filhas podem ter um caráter completamente diferente do dela. Por exemplo, ninguém desconfiará que uma dengosa e vaidosa aparente filha de Oxum seria uma filha de Nanã “escondida”.
Nanã faz o caminho inverso da mãe da água doce. É ela quem reconduz ao terreno do astral, as almas dos que Oxum colocou no mundo real. É a deusa do reino da morte, sua guardiã, quem possibilita o acesso a esse território do desconhecido.
A senhora do reino da morte é, como elemento, a terra fofa, que recebe os cadáveres, os acalenta e esquenta, numa repetição do ventre, da vida intra-uterina. É, por isso, cercada de muitos mistérios no culto e tratada pelos praticantes da Umbanda e do Candomblé, com menos familiaridade.
Muitos são portanto os mistérios que Nanã esconde, pois nela entram os mortos e através dela são modificados para poderem nascer novamente. Só através da morte é que poderá acontecer para cada um a nova encarnação, para novo nascimento, a vivência de um novo destino – e a responsável por esse período é justamente Nanã.
Esta grande Orixá, mãe e avó, é protetora dos homens e criaturas idosas, padroeira da família, tem o domínio sobre as enchentes, as chuvas, bem como o lodo produzido por essas águas.
É a primeira esposa de Oxalá, tendo com ele três filhos: Iroco (ou Tempo), Omolu (ou Obaluaiê) e Oxumarê.
Por ser mãe de Obaluaiê, eles trabalham em conjunto, enquanto ela atua na decantação emocional e no adormecimento do espírito que irá encarnar, ele atua na passagem do plano espiritual para o material (encarnação), o envolve em uma irradiação especial, que reduz o corpo energético ao tamanho do feto já formado dentro do útero materno onde está sendo gerado, ao qual já está ligado desde que ocorreu a fecundação.
Outras Informações:
Sincretismo: nossa Senhora Sant'Ana
Data Comemorativa: 26 de Julho
Dia da Semana: Segunda-Feira ou Sabado
Saudação: Saluba Nanã
Cor: Roxo ou lilás
Simbolo: Íbíri
Elemento: Água
flores: Todas a s flores roxas.
Ervas:Manjericão Roxo, Colônia, Ipê Roxo, Folha da Quaresma, Erva de Passarinho, Dama da Noite, Canela de velho, Salsa da Praia, Manacá, dália vermelho escura, folha de berinjela, folha de limoeiro.
Ponto da Natureza: Lagos, águas profundas, lama, cemitérios, pântanos.
Metal : Latão ou Níquel
Pedra: Ametista
Comidas: Feijão Preto com Purê de Batata doce. Aberum. Mungunzá
Bebida: Champanhe
sábado, 12 de setembro de 2015
Oxossi, Rei caçador, grande guerreiro
Oxossi é o caçador por excelência, mas sua busca visa o conhecimento. Logo, é o cientista e o doutrinador, que traz o alimento da fé e o saber aos espíritos fragilizados tanto nos aspectos da fé quanto do saber religioso.
Orixá das matas, seu habitat é a mata fechada, rei da floresta e da caça, sendo caçador domina a fauna e a flora, gera progresso e riqueza ao homem, e a manutenção do sustento, garante a alimentação em abundância, o Orixá Oxossi está associado ao Orixá Ossaê, que é a divindade das folhas medicinais e ervas usadas nos rituais de Umbanda.
Irmão de Ogum, habitualmente associa-se à figura de um caçador, passando a seus filhos algumas das principais características necessárias a essa atividade ao ar livre: concentração, atenção, determinação para atingir os objetivos e uma boa dose de paciência.
Segundo as lendas, participou também de algumas lutas, mas não da mesma maneira marcante que Ogum.
No dia-a-dia, encontramos o deus da caça no almoço, no jantar, enfim em todas as refeições, pois é ele que provê o alimento. Rege a lavoura, a agricultura, permitindo bom plantio e boa colheita para todos.
O mito do caçador explica sua rápida aceitação no Brasil, pois identifica-se com diversos conceitos dos índios brasileiros sobre a mata ser região tipicamente povoada por espíritos de mortos, conceitos igualmente arraigados na Umbanda popular e nos Candomblés de Caboclo, um sincretismo entre os ritos africanos e os dos índios brasileiros, comuns no Norte do País.
Talvez seja por isso que, mesmo em cultos um pouco mais próximos dos ritos tradicionalistas africanos, alguns filhos de Oxossi o identifiquem não com um negro, como manda a tradição, mas com um Índio.
Outras Informações:
Sincretismo: São Sebastião
Data Comemorativa: 20 de janeiro
Dia da Semana: Terça- Feira ou Quinta-Fira
Saudação: Okê Arô
Cor:Verde
Simbolo:Ofá(Arco e flecha)
Elemento: Terra
flores: flores do Campo
ervas: Alegrim, Guiné, Vence Demanda, Abre Caminho, Espinheira Santa, Erva de Oxossi, Erva de Jurema, Alfava e eucalipto
Ponto da Natureza: Mata
Metal : Cobre (Latão)
Pedra: Esmeralda e Amazonita
Comidas:axoxô,Milho,Coco,Frutas e carne de porco
Bebida: Vinho Tinto
sexta-feira, 11 de setembro de 2015
Ogum, senhor da guerra !
“Bi omodé bá da ilè, Kí o má se da Ògún”.
(Uma pessoa pode trair tudo na Terra Só não deve trair Ogum).
Ogum é o arquétipo do guerreiro. Bastante cultuado no Brasil, especialmente por ser associado à luta, à conquista, é a figura do astral que, depois de Exu, está mais próxima dos seres humanos. É sincretizado com São Jorge ou com Santo Antônio, tradicionais guerreiros dos mitos católicos, também lutadores, destemidos e cheios de iniciativa. A relação de Ogum com os militares tanto vem do sincretismo realizado com São Jorge, sempre associado às forças armadas, como da sua figura de comandante supremo ioruba.
É Orixá das contendas, deus da guerra. Seu nome, traduzido para o português, significa luta, batalha, briga. É filho de Iemanjá e irmão mais velho de Exu* e Oxossi. Por este último nutre um enorme sentimento, um amor de irmão verdadeiro, na verdade foi Ogum quem deu as armas de caça à Oxossi. O sangue que corre no nosso corpo é regido por Ogum. Considerado como um Orixá impiedoso e cruel, temível guerreiro que brigava sem cessar contra os reinos vizinhos, ele até pode passar esta imagem, mas também sabe ser dócil e amável. É a vida em sua plenitude.
Ogum, portanto, é aquele que gosta de iniciar as conquistas mas não sente prazer em descansar sobre os resultados delas, ao mesmo tempo é figura imparcial, com a capacidade de calmamente exercer (executar) a justiça ditada por Xangô. É muito mais paixão do que razão: aos amigos, tudo, inclusive o doloroso perdão: aos inimigos, a cólera mais implacável, a sanha destruidora mais forte.
Ogum é o deus do ferro, a divindade que brande a espada e forja o ferro, transformando-o no instrumento de luta. Assim seu poder vai-se expandindo para além da luta, sendo o padroeiro de todos os que manejam ferramentas: ferreiros, barbeiros, militares, soldados, ferreiros, trabalhadores, agricultores e, hoje em dia, mecânicos, motoristas de caminhões e maquinistas de trem. É, por extensão o Orixá que cuida dos conhecimentos práticos, sendo o patrono da tecnologia.
Assim, Ogum não é apenas o que abre as picadas na matas e derrota os exércitos inimigos; é também aquele que abre os caminhos para a implantação de uma estrada de novas descobertas, luta não só contra o homem, mas também contra o desconhecido.
É fácil, nesse sentido, entender a popularidade de Ogum: em primeiro lugar, o negro reprimido, longe de sua terra, de seu papel social tradicional, não tinha mais ninguém para apelar, senão para os dois deuses que efetivamente o defendiam: Exu (a magia) e Ogum (a guerra); Em segundo lugar, além da ajuda que pode prestar em qualquer luta, Ogum é o representante no panteão africano não só do conquistador mas também do trabalhador manual, do operário que transforma a matéria-prima em produto acabado, em geral, na sua luta contra as matérias inertes a serem modificadas.
É o dono do Obé (faca) por isso nas oferendas rituais vem logo após Exú porque sem as facas que lhe pertencem não seriam possíveis os sacrifícios. Ogum é o dono das estradas de ferro e dos caminhos. Protege também as portas de entrada das casas e templos.
Ogum também é considerado o Senhor dos caminhos. Ele protege as pessoas em locais perigosos, dominando a rua com o auxílio de Exú. Se Exú é dono das encruzilhadas, assumindo a responsabilidade do tráfego, de determinar o que pode e o que não pode passar, Ogum é o dono dos caminhos em si, das ligações que se estabelecem entre os diferentes locais.
Outras Informações:
Sincretismo: São Jorge. (Santo Antônio na Bahia)
Data Comemorativa: 23 de Abril (13 de Junho)
Dia da Semana: quinta-Feira ou Terça-feira
Cor: Verde Branco e Vermelho ou Azul ou Vermelho
Saudação: Ogunhê
Simbolo: Espada, mas em algumas casas usam: ferramentas, ferradura, lança e escudo
elemento: Fogo
flores: Cravos Vermelhos, Crista de Galo
ervas: Espada de são Jorge, Lança de são Jorge,Coroa de São jorge, Erva grossa, Losna, Comigo Ninguem Pode, Pata de Vaca, Carqueja, Folhas de Romã, Flecha de Ogum.
Ponto da Natureza: Estradas e Caminhos (estradas de Ferro)
Metal: Ferro
Pedra: Granada, rubi e sardio.
Comida: Cará, feijão mulatinho com camarão e dendê. Manga Espada, costela de boi, com farinha de mandioca.
Bebida: Cerveja Branca
quinta-feira, 10 de setembro de 2015
Iansã, senhora dos ventos !
Orixá guerreira, dona de um temperamento único e inconfundível.
Iansã é um Orixá feminino muito popular entre os mitos da Umbanda e do Candomblé. Também é conhecida como Oiá. Na liturgia mais tradicional africana, é a unica orixá que se relaciona com os espíritos dos mortos (Eguns), sendo ela a dona do balê(é um nome africano para “casa dos mortos” ou cemitério).
A figura de Iansã sempre guarda boa distância das outros Orixás femininos, pois se aproxima mais dos terrenos consagrados tradicionalmente ao homem, pois está presente tanto nos campos de batalha, onde se resolvem as grandes lutas, como nos caminhos cheios de risco e de aventura – enfim, está sempre longe do lar; Iansã não gosta dos afazeres domésticos.
Foi esposa de Ogum e, posteriormente, a mais importante esposa de Xangô. é irrequieta, autoritária, mas sensual, de temperamento muito forte, dominador e impetuoso.
Como vibração divina, Iansã é o próprio axé que movimenta toda Criação. É também força direcionadora dentro da vida dos seres humanos. Senhora da Lei, é aplicadora e desencadeadora dos processos cármicos ligados a justiça divina. Mas é também, amparadora e guardiã dos trabalhos dármicos (missão) desempenhados por diversas consciências encarnadas aqui na Terra.
É a Senhora dos Eguns, os quais controla com o seu Eruexim – seu instrumento litúrgico durante as festas, uma chibata feita de rabo de um cavalo atado a um cabo de osso, madeira ou metal. É ela que servirá de guia, ao lado de Obaluaiê, para aquele espírito que se desprendeu do corpo. É ela que indicará o caminho a ser percorrido por aquela alma.
Seu elemento é o ar na sua forma mais revolta. Muito comum também associá-la as tempestades e a qualquer tipo de evento climático.
Outras Informações:
Sincretismo: Sta. Bárbara, Joana d’arc
Data Comemorativa: 4 de Dezembro
Dia da semana: Quarta-Feira
Cor: Coral, Vermelho, Vermelho e Branco, Amarelo.
Saudação: Eparrei Iansã / Eparrei Oiá
Simbolo: Raio e o Eruxim
Elemento: Fogo
Flores: Vermelhas
ervas: Cana do Brejo, Erva Prata, Espada de Iansã, Folha de Louro (não serve para banho), Erva de Santa Bárbara, Folha de Fogo, Colônia, Folha da Canela, Peregum amarelo, Catinga de Mulata, Parietária, Para Raio
ponto da Natureza: Bambuzal
Metal: Cobre
Pedra: Coral, Cornalina, Rubi, Granada
Comida: Acarajé, Ipetê, Bobó de Inhame, Batata doce.
Bebida: Champanhe
quarta-feira, 9 de setembro de 2015
Oxum, mamãe rainha do ouro e do amor!
É alegre, risonha, cheia de dengos, inteligente, mulher-menina que brinca de boneca, e mulher-sábia, generosa e compassiva, nunca se enfurecendo. Elegante, cheia de jóias, é a rainha que nada recusa, tudo dá.
Oxum é a rainhas das águaS doce, tendo como a principal força as cachoeiras.
É conhecida por sua delicadeza. As lendas evidenciam a sua vaidade, com suas lindas vestes, jóias, perfume... e também a maternidade, chamando sempre pela expressão:"Mamãe Oxum".
À Oxum pertence o ventre da mulher e ao mesmo tempo controla a fecundidade, por isso as crianças lhe pertencem. A maternidade é sua grande força, tanto que quando uma mulher tem dificuldade para engravidar, é à Oxum que se pede ajuda. É essencialmente o Orixá das mulheres, preside a menstruação, a gravidez e o parto.
Fecundidade e fertilidade são por extensão, abundância e fartura e num sentido mais amplo, a fertilidade irá atuar no campo das idéias, despertando a criatividade do ser humano, que possibilitará o seu desenvolvimento.
É o orixá da riqueza – dona do ouro, fruto das entranhas da terra.
É o orixá do amor, Oxum é doçura sedutora.
O orixá da beleza usa toda sua astúcia e charme extraordinário para conquistar os prazeres da vida e realizar proezas diversas. Amante da fortuna, do esplendor e do poder, Oxum não mede esforços para alcançar seus objetivos, ainda que através de atos extremos contra quem está em seu caminho. Seu maior desejo, no entanto é ser amada, o que a faz correr grandes riscos, assumindo tarefas difíceis pelo bem da coletividade. Em suas aventuras, este orixá é tanto uma brava guerreira, pronta para qualquer confronto, como a frágil e sensual ninfa amorosa. Determinação, malícia para ludibriar os inimigos, ternura para com seus queridos, Oxum é, sobretudo a deusa do amor.
Da África tribal à sociedade urbana brasileira, a musa que dança nos terreiros de espelho em punho para refletir sua beleza estonteante é tão amada quanto à divina mãe que concede a valiosa fertilidade e se doa por seus filhos. Por todos seus atributos a belíssima Oxum não poderia ser menos admirada e amada, não por acaso a cor dela é o reluzente amarelo ouro, pois como cantou Caetano Veloso, “gente é pra brilhar”, mas Oxum é o próprio brilho em orixá.
Outras Informações:
Sincretismo:Nossa Senhora Da Conceição, Nossa Senhora Da Aparecida, Nossa Senhora Da Fátima, Nossa Senhora Da Lourdes, Nossa Senhora Das Cabeças, Nossa Senhora De Nazaré.
Data Comemorativa: 8 de Dezembro
Dia da Semana: Sábado
Saudação: Ai-ie-iô ou Ora Iei ê ô
Cor: Amarelo ( em todas as suas tonalidades, do mais claro ao amarelo Ouro) E em alguns lugares o azul.
Simbolo: Coração e Cachoeira
Elemento: Água
flores: Lírios e rosas amarelas
ervas: Oriri, Ipê, Pingo D’água, Agrião, Dinheiro em Penca, Manjericão Branco, Calêndula, Narciso, Vassourinha, Erva de Santa Luzia, e Jasmim, Erva Cidreira, Gengibre, Camomila, Arnica, Trevo Azedo ou grande, Chuva de Ouro, Manjericona, Erva Sta. Maria.
Ponto da Natureza: Cachoeira e Rios de água doce.
Metal : Ouro
Pedra: Topázio amarelo ou azul
Comidas: Omolocum. Ipeté. Quindim, banana frita, moqueca de peixe e pirão feito com a cabeça do peixe, canjica amarela.
terça-feira, 8 de setembro de 2015
Iemanjá, dona de nossos Oris!
Rainha das águas e mares.
Ela é uma das figuras mais conhecidas nos cultos brasileiros, com o nome sempre bem divulgado pela imprensa, pois suas festas anuais sempre movimentam um grande número de iniciados e simpatizantes, tanto da Umbanda como do Candomblé. O fato de sua popularidade ser imensa, não só por tudo isso, mas pelo caráter, de tolerância, aceitação e carinho.
É a rainha das águas salgadas: as águas provocadas pelo choro da mãe que sofre pela vida de seus filhos, que os vê se afastarem de seu abrigo, tomando rumos independentes; O mar, sendo sua morada, local onde costuma receber os presentes e oferendas dos devotos.
A majestade dos mares, senhora dos oceanos, sereia sagrada, Yemanjá é a rainha das águas salgadas, regente absoluta dos lares, protetora da família. Chamada também de Deusa das Pérolas, é aquela que apara a cabeça dos bebês no momento de nascimento.
Numa Casa de Santo, Yemanjá atua dando sentido ao grupo, à comunidade ali reunida e transformando essa convivência num ato familiar; criando raízes e dependência; proporcionando sentimento de irmão para irmão em pessoas que há bem pouco tempo não se conheciam; proporcionando também o sentimento de pai para filho ou de mãe para filho e vice-versa, nos casos de relacionamento dos Babalorixás (Pais no Santo) ou Ialorixás (Mães no Santo) com os Filhos no Santo. A necessidade de saber se aquele que amamos estão bem, a dor pela preocupação, é uma regência de Yemanjá, que não vai deixar morrer dentro de nós o sentido de amor ao próximo, principalmente em se tratando de um filho, filha, pai, mãe, outro parente ou amigo muito querido. É a preocupação e o desejo de ver aquele que amamos a salvo, sem problemas, é a manutenção da harmonia do lar.
É ela que proporcionará boa pesca nos mares, regendo os seres aquáticos e provendo o alimento vindo do seu reino. É ela quem controla as marés, é a praia em ressaca, é a onda do mar, é o maremoto. Protege a vida marinha. Junta-se ao orixá Oxalá complementando-o como o Princípio Gerador Feminino.
Outras Informações:
Sincretismo: Nossa Senhora Dos Navegantes/Nossa senhoa das candeias/Nossa Senhora da glória
Data Comemorativa: 2 de fevereiro/15 de agosto/8 de Dezembro
Dia da Semana: Sabado
Saudação: Omioh/ Odô iyá
Cor: Azul claro e Branco
Simbolo: Lua Minguante, Peixe e ondas.
Elemento:Água
flores: Rosa Branca, Palmas Brancas, angélicas, Orquídeas, Crisântemo.
Ervas: Colônia, Pata de Vaca, embuaúba,Jarrinha, Roma de leita,araça da praia, flor de laranjeira, jasmim, malva branca.
Ponto da Natureza: Mar
Metal : Prata
Pedra: Pérolas,Água Marinha, Turqueza.
Comidas: Peixe, Camarão, Canjica Branca, Arroz, Manjar, Mamão, melancia, uvas brancas.
Bebida: Champanhe ou guaraná
segunda-feira, 7 de setembro de 2015
Oxalá, Senhor dono da luz
Ori==>Luz Xa==>Senhor Lá==>Deus
Portanto: A Luz Do Senhor Deus
Na Umbanda, Oxalá representa o mais alto na hierarquia dos Orixás, é ele quem ordena aos Orixás que venham ajudar seus filhos por meio dos Guias e Mensageiros que vêm em Terra, pois, é capaz de atuar em todos os elementos e vibrações através dos outros Orixás. Tanto na Umbanda quanto no Candomblé é de Oxalá a tarefa de criação da Humanidade, manifestação máxima de Deus trino: Pai, Filho, Espírito Santo.
O sincretismo é o nosso Mestre Jesus, tendo sua imagem a de Jesus Cristo, sem a cruz.
Como Orixá na Umbanda, Oxalá se apresenta sob três formas:
OXAGUIAN: o Oxalá Menino, que é sincretizado com o Menino Jesus de Praga.
OXALUFAN: o Oxalá Velho, sincretizado com Jesus no Monte das Oliveiras.
OXALÁ: sincretizado com Jesus Cristo.
OXALÁ NOS CULTOS AFRO-BRASILEIROS
São muitas as suas lendas e extensa sua origem e história na África. No Brasil, são mais conhecidos Oxalufan “o velho” e Oxaguian “o moço”. Na sua forma “guerreira”, Oxalá carrega uma espada, cheio de vigor e nobreza; na condição de velho e sábio, curvado pelo peso dos anos, é uma figura nobre e bondosa que carrega um cajado, o Opaxorô, de forte simbologia, utilizado para separação do Orun (o Céu) e o Ayié (a Terra). No Brasil é o mais venerado e sua maior festa é uma cerimônia chamada “Águas de Oxalá”, que diz respeito à sua lenda dos sete anos de encarceramento, culminando com a cerimônia do “Pilão de Oxaguian”, para festejar a volta do Pai. Esse respeito advém da sua condição delegada, por Olorum, da criação e governo da Humanidade.
Outras informações:
Dia da Semana: Sexta-Feira ou Domingo
Saudação: Êpa Babá ! ( viva o pai)
Sincretismo: Jesus Cristo ou Nosso Senhor do Bomfim
Cores: Branco (umbanda) e o Prata
Simbolo: Cajado
Principal Oferenda: Velas Brancas, Rosas (flores) Brancas e suas comidas tipicas.
Elemento: Ar
Animal: Pomba Branca
Comida: Canjica Branca, Arroz, Acaça, Uva Branca, Pêra, Obi Branco
sábado, 5 de setembro de 2015
Orixás na Umbanda
No vocábulario antigo "Arashá" significa "o senhor da luz". Já o "orixás" em Yorubá significa:" O Senhor da Cabeça".
Os orixás são espíritos de muita luz que estão trabalhando em seu campo de atuação para nos auxiliar e ainda mais às entidades que estão atuando na sua linha de trabalho. Estudando mais a fundo, encontraremos uma grande ramificação de conceitos no relacionamento dos orixás com as entidades de trabalho, além da natureza.
Portanto para a umbanda, cada Orixá representa um força da natureza, que usamos e reverenciamos através das forças elementares que provem da água, terra, ar e fogo. E éo equilíbrio dessas forças que nos proporcionam auxílio para o dia-a-dia.
Cada orixá exerce a sua função um conjunto com o outro, nunca sozinho. A energia que representa cada orixá se combina, se conjuga e se harmoniza, desdobrando-se em outras energias que dão origem a outras manifestações.
Orixás não encarnaram, não tiveram uma vida terrena. Dentro de um culto umbandista ( que fique claro, que é de uma maneira geral, e cada casa tem suas regras e doutrinas) o Orixá não incorpora. Oque se vê dentro das casas de umbanda, são os Falangeiros dos Orixás, ou seja, Espíritos de Grande luz, grande força espiritual, que trabalham sob as ordens diretas de um determinado orixá.
O sincretismo na Umbanda!
No dicionario: s.m. Sistema filosófico ou religioso que tende a fundir numa só várias doutrinas diferentes;
O sincretismo na umbanda se da através dos santos da Igreja Católicos por um fato histórico-cultural.
Na África o culto aos Orixás era feito diretamente com a natureza, cada um em seu elemento através de uma pedra chamada Otá ou Ocutá e cada Orixá tem a sua com uma forma determinada.
Conforme os negros escravizados vinham sendo trazidos para o Brasil, traziam junto a crença nos seus Orixás, porem quando aqui chegavam eram proibidos de cultua-los sendo forçados a aceitar o catolicismo como sua religião.
Então a forma que os negros encontraram para cultuar seus Orixás em paz, foi usar essas pedras associando aos Santos Católicos que mais representasse a força de determinado Orixá, colocando assim seus Otá dentro da imagem do santo e assim poder reverencia-los sem ser tao reprimidos afinal estavam adorando os santos da religião que foram obrigados a aceitar.
Começava ai o Sincretismo entre essas duas religiões. O que os Brancos achavam pura ignorância, na verdade era pura sabedoria dos Sacerdotes Africanos. A ideia que foi julgada como tola é usada até os dias de hoje.
Na umbanda não se usa as imagens dos orixás como nas outras religiões de cunho africano, por isso se usa as imagens católicas em seus congás, trazendo o respeito pelo orixá e pelo santo ali representado.
A umbanda aderiu o uso do sincretismo, não por uma necessidade absurda em cultuar imagens, mas sim para que as pessoas tivessem uma fonte visível para direcionar sua fé, e não só a energias da natureza, onde está a força dos orixás.
sexta-feira, 4 de setembro de 2015
Nasce a Umbanda
Andei pensando e tenho mil coisas pra colocar aqui, mas acho que não posso de deixar de contar a historia da umbanda antes de qualquer coisa.
E para falar da umbanda temos que começar pelo seu fundador o senhor Zélio Fernandino de Morais.
Zélio nasceu no dia 10 de Abril de 1891, no município de São Gonçalo-RJ. Aos 17 anos quando se preparava para servir a Marinha do Brasil, aconteceu algo curioso: Mudou o tom de voz, falando manso e com sotaque diferente, parecendo um senhor de bastante idade. No incio a família achou que era algum distúrbio mental chegando a encaminha-lo ao seu tio, que era medico e diretor do Hospício de Vargem.
Após algum tempo de observação não foi encontrado nada então o seu tio sugeriu a família que o levasse a um padre para exorciza-lo, pois desconfiava que ele estava possuído por um demônio. E assim foi feito, procuraram um padre e após fazer o ritual não conseguiram nenhum efeito.
Um tempo depois Zélio foi acometido por uma estranha paralisia, a qual os médicos não conseguia encontrar a cura, e passado algum tempo, Zélio ergueu-se do seu leito e disse:"amanhã estarei curado" e assim foi.
Após esse episodio sua mãe D. Leonor de Moraes, levou Zélio a uma curandeira conhecida da região, chamada D. Cândida, que incorporava o espírito de um preto velho que se chamava Tio Antônio.
O preto velho disse após suas rezas que o rapaz possuía a "tal" mediunidade e deveria trabalhar com a caridade.
No dia 15 de novembro de 1908, Zélio foi levado a federação Espírita de Niterói. Ao chegar foi convidado por José de Souza, dirigente da instituição, a sentar à mesa. Logo em seguida, contrariando as normas da casa, Zélio levantou-se e disse que ali estava faltando uma flor. Foi até o jardim e trouxe uma rosa branca e colocou no centro da mesa.
Quando iniciou uma pequena confusão, Zélio incorporou um espirito e junto com eles vários médiuns que ali estavam incorporaram espíritos de caboclos e pretos velhos. Advertidos pelo dirigente, a entidade incorporada no rapaz perguntou:
"Porque repelem a presença dos citados espíritos, se nem sequer se dignaram a ouvir suas mensagens? Seria por causa de suas origens sociais e da cor?"
quando um vidente viu a luz que o espírito possuía perguntou:
"Por que o irmão fala nestes termos, pretendendo que a direção aceite a manifestação de espíritos que, pelo grau de cultura que tiveram quando encarnados, são claramente atrasados? Por que fala desde modo, se estou vendo que me dirijo neste momento a um jesuíta e sua veste branca reflete uma aure de luz? E qual o seu nome irmão?"
E ele responde:
"Se julgam atrasados os espíritos de pretos e índios, devo dizer que amanhã estarei na casa deste aparelho,para dar início a um culto em que estes pretos e índios poderão dar sua mensagem e,assim,cumprir a missão que o plano espiritual lhes confiou,será uma religião que falará aos humildes,simbolizando a igualdade que deve existir entre todos os irmãos, encarnados e desencarnados. E se querem saber meu nome que seja este:
CABOCLO DAS SETE ENCRUZILHADAS, porque não haverá caminhos fechados para mim."
O vidente ainda pergunta:
"julga irmão que alguém irá assistir o seu culto?"
Novamente ele responde:
"Colocarei uma condessa em cada colina que atuará como porta-voz, anunciando o culto que amanhã iniciarei."
Depois de algum tempo todos ficaram sabendo que o tal padre jesuíta, chamava-se Gabriel Malagrida.
No dia 16 de Novembro de 1908, na rua Floriano Peixoto,30.São Gonçalo-RJ, as 20:00 horas, estavam presentes os membros da federação Espírita, parentes, amigos e vizinhos e do lado de fora uma multidão de desconhecidos.
quando o Caboclo das Sete Encruzilhadas chegou iniciou a sessão dizendo:
"Aqui inicia-se um novo culto em que os espíritos de pretos velhos africanos, que haviam sido escravos e que desencarnaram não encontram campo de ação nos remanescentes das seitas negras, já deturpadas e dirigidas quase que exclusivamente para os trabalhos de feitiçaria, e os índios nativos da nossa terra, poderão trabalhar em benefício dos seus irmãos encarnados, qualquer que seja a cor, raça, credo ou posição social. a prática da caridade no sentido do amor fraterno será a característica principal deste culto, que tem base no evangelho de Jesus e como mestre Supremo Cristo."
Após dar as normas da casa ele disse que estava nascendo uma nova religião e que iria se chamar UMBANDA. a casa que tinha acabado de ser fundada iria se chamar Tenta Espírita Nossa Senhora da Piedade e o Caboclo afirmou ainda:
"Assim como Maria acolhe em seus braços o filho, a tenda acolherá aos que a ela recorrerem as horas de aflição; todas as entidades serão ouvidas, e nós aprenderemos com aqueles que souberem mais e ensinaremos aqueles que souberem menos e a nenhum viraremos as costas e nem diremos não, pois esta é a vontade do Pai."
Neste mesmo dia Zélio incorporou um preto velho chamado Pai Antônio (aquele que foi confundido com loucura !!), com palavras de sabedoria e humildade e com timidez aparente, sentou-se num canto e não quis se juntar aos outros na mesa, dizendo:
"Num carece preocupá não. Nêgo fica no toco que é lugá di nêgo."
continuou a dar suas palavras até que um dos presentes perguntou se ele sentia falta de alguma coisa da terra e ele respondeu:
"Minha caximba,Nêgo qué o pito que deixou no toco. Manda moreque buscá."
Aparecendo assim o primeiro elemento de trabalho da umbanda. E foi Pai Antônio o primeiro a solicitar uma guia.
Após algum tempo manifestou-se um espirito chamado de Orixá Malé, que era responsável por desmanchar trabalhos de baixa magia.
Não era permitido o sacrifício de animais, não usavam atabaques(e não usam até hoje na Tenda). As guias usadas eram apenas as determinadas pelas as entidades que se manisfestavam, a preparação dos médiuns era feitas através de banhos de ervas e do ritual de amaci, isto é, a lavagem da cabeça onde os filhos de umbanda fazem a ligação com a vibração dos seus guias.
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