Mostrando postagens com marcador origem. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador origem. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Obaluaiê/Omulu- Senhor das Passagens

Ambos os nomes surgem quando nos referimos à esta figura, seja Omulu seja Obaluaiê. Para a maior parte dos devotos do Candomblé e da Umbanda, os nomes são praticamente intercambiáveis, referentes a um mesmo arquétipo e, correspondentemente, uma mesma divindade. Já para alguns babalorixás, porém, há de se manter certa distância entre os dois termos, uma vez que representam tipos diferentes do mesmo Orixá. São também comuns as variações gráficas Obaluaê e Abaluaê.
Em termos mais estritos, Obaluaiê é a forma jovem do Orixá Xapanã, enquanto Omulu é sua forma velha. Como porém, Xapanã é um nome proibido tanto no Candomblé como na Umbanda, não devendo ser mencionado pois pode atrair a doença inesperadamente, a forma Obaluaiê é a que mais se vê. Esta distinção se aproxima da que existe entre as formas básicas de Oxalá: Oxalá (o Crucificado), Oxaguiã a forma jovem e Oxalufã a forma mais velha.

Dito isso agora vamos falar um pouco sobre ele. É um Orixá sombrio, tido entre os iorubanos como severo e terrível, caso não seja devidamente cultuado, porém Pai bondoso e fraternal para aqueles que se tornam merecedores, através de gestos humildes, honestos e leais.
Um dos mais temidos Orixás, comanda as doenças e, consequentemente, a saúde. Assim como sua mãe Nanã, tem profunda relação com a morte. Tem o rosto e o corpo cobertos de palha da costa, em algumas lendas para esconder as marcas da varíola, em outras já curado não poderia ser olhado de frente por ser o próprio brilho do sol. Seu símbolo é o Xaxará – um feixe de ramos de palmeira enfeitado com búzios.
Obaluaiê, o Rei da Terra, é filho de NANÃ, mas foi criado por IEMANJA que o acolheu quando a mãe rejeitou-o por ser manco, feio e coberto de feridas. É uma divindade da terra dura, seca e quente. É às vezes chamado “o velho”, com todo o prestígio e poder que a idade representa no Candomblé. Está ligado ao Sol, propicia colheitas e ambivalentemente detém a doença e a cura. Com seu Xaxará, cetro ritual de palha da Costa, ele expulsa a peste e o mal. Mas a doença pode ser também a marca dos eleitos, pelos quais Omulu quer ser servido. Quem teve varíola é freqüentemente consagrado a Omulu, que é chamado “médico dos pobres”.
O Senhor da Vida é também Guardião das Almas que ainda não se libertaram da matéria. Assim, na hora do desencarne, são eles, os falangeiros de Omulu, que vêm nos ajudar a desatar nossos fios de agregação astral-físico (cordão de prata), que ligam o perispírito ao corpo material.
Os comandados de Omulu, dentre outras funções, são diretamente responsáveis pelos sítios pré e pós morte física (Hospitais, Cemitérios, Necrotérios etc.), envolvendo estes lugares com poderoso campo de força fluidíco-magnético, a fim de não deixarem que os vampiros astrais (kiumbas desqualificados) sorvam energias do duplo etérico daqueles que estão em vias de falecerem ou falecidos.

Outras Informações:

Sincretismo: São Roque/ são Lázaro
Data Comemorativa: 16 de Agosto/17 de Dezembro
Dia da Semana: Segunda-Feira
Saudação: Atôtô
Cor: Preto e Branco ou Roxo
Simbolo: Cruz
Elemento: Terra
flores: Monsenhor Branco
Ervas: Canela de Velho, Erva de Bicho, Erva de Passarinho, Barba de Milho, Barba de Velho, Cinco Chagas, Fortuna, Hera e sete sangrias.
Ponto Da Natureza: Cemitério, grutas, praia
Metal : Chumbo
Pedra: Obsidiana, Ônix, Olho-de-gato
Comidas: Feijão preto, carne de porco, Deburú – pipoca, (Abadô – amendoim pilado e torrado; latipá – folha de mostarda; e, Ibêrem – bolo de milho envolvido na folha de bananeira)
Bebida: Vinho Tinto

domingo, 13 de setembro de 2015

Nanã, A mais velha!

A mais velha divindade do panteão, associada às águas paradas, à lama dos pântanos, ao lodo do fundo dos rios e dos mares. É tanto reverenciada como sendo a divindade da vida, como da morte. Seu símbolo é o Íbíri – um feixe de ramos de folha de palmeira com a ponta curvada e enfeitado com búzios.
Nanã Buruquê representa a junção daquilo que foi criado por Deus. Ela é o ponto de contato da terra com as águas, a separação entre o que já existia, a água da terra por mando de Deus, sendo portanto também sua criação simultânea a da criação do mundo.


1. Com a junção da água e a terra surgiu o Barro.
2. O Barro com o Sopro Divino representa Movimento.
3. O Movimento adquire Estrutura.
4. Movimento e Estrutura surgiu a criação, O Homem.
Portanto, para alguns, Nanã é a Divindade Suprema que junto com Zambi fez parte da criação, sendo ela responsável pelo elemento Barro, que deu forma ao primeiro homem e de todos os seres viventes da terra, e da continuação da existência humana e também da morte, passando por uma transmutação para que se transforme continuamente e nada se perca.Esta é uma figura muito controvertida do panteão africano. Ora perigosa e vingativa, ora praticamente desprovida de seus maiores poderes, relegada a um segundo plano amargo e sofrido, principalmente ressentido.
Orixá que também rege a Justiça, Nanã não tolera traição, indiscrição, nem roubo. Por ser Orixá muito discreto e gostar de se esconder, suas filhas podem ter um caráter completamente diferente do dela. Por exemplo, ninguém desconfiará que uma dengosa e vaidosa aparente filha de Oxum seria uma filha de Nanã “escondida”.
Nanã faz o caminho inverso da mãe da água doce. É ela quem reconduz ao terreno do astral, as almas dos que Oxum colocou no mundo real. É a deusa do reino da morte, sua guardiã, quem possibilita o acesso a esse território do desconhecido.
A senhora do reino da morte é, como elemento, a terra fofa, que recebe os cadáveres, os acalenta e esquenta, numa repetição do ventre, da vida intra-uterina. É, por isso, cercada de muitos mistérios no culto e tratada pelos praticantes da Umbanda e do Candomblé, com menos familiaridade.
Muitos são portanto os mistérios que Nanã esconde, pois nela entram os mortos e através dela são modificados para poderem nascer novamente. Só através da morte é que poderá acontecer para cada um a nova encarnação, para novo nascimento, a vivência de um novo destino – e a responsável por esse período é justamente Nanã.
Esta grande Orixá, mãe e avó, é protetora dos homens e criaturas idosas, padroeira da família, tem o domínio sobre as enchentes, as chuvas, bem como o lodo produzido por essas águas.
É a primeira esposa de Oxalá, tendo com ele três filhos: Iroco (ou Tempo), Omolu (ou Obaluaiê) e Oxumarê.
Por ser mãe de Obaluaiê, eles trabalham em conjunto, enquanto ela atua na decantação emocional e no adormecimento do espírito que irá encarnar, ele atua na passagem do plano espiritual para o material (encarnação), o envolve em uma irradiação especial, que reduz o corpo energético ao tamanho do feto já formado dentro do útero materno onde está sendo gerado, ao qual já está ligado desde que ocorreu a fecundação.
Outras Informações:

Sincretismo: nossa Senhora Sant'Ana
Data Comemorativa: 26 de Julho
Dia da Semana: Segunda-Feira ou Sabado
Saudação: Saluba Nanã
Cor: Roxo ou lilás
Simbolo: Íbíri
Elemento: Água
flores: Todas a s flores roxas.
Ervas:Manjericão Roxo, Colônia, Ipê Roxo, Folha da Quaresma, Erva de Passarinho, Dama da Noite, Canela de velho, Salsa da Praia, Manacá, dália vermelho escura, folha de berinjela, folha de limoeiro.
Ponto da Natureza: Lagos, águas profundas, lama, cemitérios, pântanos.
Metal : Latão ou Níquel
Pedra: Ametista
Comidas: Feijão Preto com Purê de Batata doce. Aberum. Mungunzá
Bebida: Champanhe



sábado, 12 de setembro de 2015

Oxossi, Rei caçador, grande guerreiro

Oxossi é o caçador por excelência, mas sua busca visa o conhecimento. Logo, é o cientista e o doutrinador, que traz o alimento da fé e o saber aos espíritos fragilizados tanto nos aspectos da fé quanto do saber religioso.

Orixá das matas, seu habitat é a mata fechada, rei da floresta e da caça, sendo caçador domina a fauna e a flora, gera progresso e riqueza ao homem, e a manutenção do sustento, garante a alimentação em abundância, o Orixá Oxossi está associado ao Orixá Ossaê, que é a divindade das folhas medicinais e ervas usadas nos rituais de Umbanda.
Irmão de Ogum, habitualmente associa-se à figura de um caçador, passando a seus filhos algumas das principais características necessárias a essa atividade ao ar livre: concentração, atenção, determinação para atingir os objetivos e uma boa dose de paciência.
Segundo as lendas, participou também de algumas lutas, mas não da mesma maneira marcante que Ogum.
No dia-a-dia, encontramos o deus da caça no almoço, no jantar, enfim em todas as refeições, pois é ele que provê o alimento. Rege a lavoura, a agricultura, permitindo bom plantio e boa colheita para todos.
O mito do caçador explica sua rápida aceitação no Brasil, pois identifica-se com diversos conceitos dos índios brasileiros sobre a mata ser região tipicamente povoada por espíritos de mortos, conceitos igualmente arraigados na Umbanda popular e nos Candomblés de Caboclo, um sincretismo entre os ritos africanos e os dos índios brasileiros, comuns no Norte do País.
Talvez seja por isso que, mesmo em cultos um pouco mais próximos dos ritos tradicionalistas africanos, alguns filhos de Oxossi o identifiquem não com um negro, como manda a tradição, mas com um Índio.

Outras Informações:

Sincretismo: São Sebastião
Data Comemorativa: 20 de janeiro
Dia da Semana: Terça- Feira ou Quinta-Fira
Saudação: Okê Arô
Cor:Verde
Simbolo:Ofá(Arco e flecha)
Elemento: Terra
flores: flores do Campo
ervas: Alegrim, Guiné, Vence Demanda, Abre Caminho, Espinheira Santa, Erva de Oxossi, Erva de Jurema, Alfava e eucalipto
Ponto da Natureza: Mata
Metal : Cobre (Latão)
Pedra: Esmeralda e Amazonita
Comidas:axoxô,Milho,Coco,Frutas e carne de porco
Bebida: Vinho Tinto


sábado, 5 de setembro de 2015

Orixás na Umbanda

No vocábulario antigo "Arashá" significa "o senhor da luz". Já o "orixás" em Yorubá significa:" O Senhor da Cabeça".

Os orixás são espíritos de muita luz que estão trabalhando em seu campo de atuação para nos auxiliar e ainda mais às entidades que estão atuando na sua linha de trabalho. Estudando mais a fundo, encontraremos uma grande ramificação de conceitos no relacionamento dos orixás com as entidades de trabalho, além da natureza.
Portanto para a umbanda, cada Orixá representa um força da natureza, que usamos e reverenciamos através das forças elementares que provem da água, terra, ar e fogo. E éo equilíbrio dessas forças que nos proporcionam auxílio para o dia-a-dia.
Cada orixá exerce a sua função um conjunto com o outro, nunca sozinho. A energia que representa cada orixá se combina, se conjuga e se harmoniza, desdobrando-se em outras energias que dão origem a outras manifestações.
Orixás não encarnaram, não tiveram uma vida terrena. Dentro de um culto umbandista ( que fique claro, que é de uma maneira geral, e cada casa tem suas regras e doutrinas) o Orixá não incorpora. Oque se vê dentro das casas de umbanda, são os Falangeiros dos Orixás, ou seja, Espíritos de Grande luz, grande força espiritual, que trabalham sob as ordens diretas de um determinado orixá.


O sincretismo na Umbanda!

No dicionario: s.m. Sistema filosófico ou religioso que tende a fundir numa só várias doutrinas diferentes; 

O sincretismo na umbanda se da através dos santos da Igreja Católicos por um fato histórico-cultural.
Na África o culto aos Orixás era feito diretamente com a natureza, cada um em seu elemento através de uma pedra chamada Otá ou Ocutá e cada Orixá tem a sua com uma forma determinada.
Conforme os negros escravizados vinham sendo trazidos para o Brasil, traziam junto a crença nos seus Orixás, porem quando aqui chegavam eram proibidos de cultua-los sendo forçados a aceitar o catolicismo como sua religião.
Então a forma que os negros encontraram para cultuar seus Orixás em paz, foi usar essas pedras associando aos Santos Católicos que mais representasse a força de determinado Orixá, colocando assim seus Otá dentro da imagem do santo e assim poder reverencia-los sem ser tao reprimidos  afinal estavam adorando os santos da religião que foram obrigados a aceitar.
Começava ai o Sincretismo entre essas duas religiões. O que os Brancos achavam pura ignorância, na verdade era pura sabedoria dos Sacerdotes Africanos. A ideia que foi julgada como tola é usada até os dias de hoje.
Na umbanda não se usa as imagens dos orixás como nas outras religiões de cunho africano, por isso se usa as imagens católicas em seus congás, trazendo o respeito pelo orixá e pelo santo ali representado.
A umbanda aderiu o uso do sincretismo, não por uma necessidade absurda em cultuar imagens, mas sim para que as pessoas tivessem uma fonte visível para direcionar sua fé, e não só a energias da natureza, onde está a força dos orixás.