domingo, 24 de abril de 2016

Porque ensinamos o orixá a dançar


      Porque ensinamos o Orixá a dançar?
      Ele ja não devia saber?
      Existe muita confusão sobre este assunto, as pessoas chegam a duvidar dos Orixas que não possuem pé de Dança. 
      Entendam o que é realmente Pé de Dança!
      Um bom exemplo é Lufan. Vocês acham que lufan não tem força para ficar em pé? Que ele é fraco e debilitado?
      Lufan só se encurva para respeitar nosso modo de cultua-lo. Ele sabe que a nossa tradição brasileira diz que ele é velho e lento, e então ele se comporta assim por respeito. Entendam também que se algum Lufan ficar com a coluna ereta, logo vem o Zelador ou uma Ekedy que sussurra para que ele se curve, pois Lufan deve ser representado assim.
      Na Africa não existe isso. Cada Orixá vem da sua própria maneira, o Orixá é quem escolhe como agir. Lá Xangô pula e grita, aqui o fazemos dançar em passos ritmados.
Muitas danças que temos no candomblé não são totalmente africanas, e sim inventadas no Brasil.
O que traduz realmente o sentido do pé de dança é fazer o Orixá Yoruba se ajustar ao candomblé Brasileiro.
      Oxum na africa dança livremente. Aqui nos dizemos a ela que dance Ijexa, e somente Ijexa.
      O que impede que Oxum dance um Opanijé? nós. Nós a muitos anos ditamos as regras aos Orixás.
      Na africa o Orixa abre os olhos e fala. Aqui nos fazemos eles se calarem e cerrarem os olhos.
      Os Orixás são tão humildes que aceitam nossos costumes.
      Mas nós não devíamos ficar "formatando" os Orixás em padrões.
      Aqui no Brasil Oya tem que gritar ilá. Mas e a pergunta: e se Oya não quiser gritar? Se ela não fizer, o Zelador irá até ela e dirá "toda Oya grita no ilá, então a senhora também deve gritar". E ela humildemente gritará para atender as tradições da nossa terra.
      E assim continuamos coreografando nossos Deuses.
      Isso parece errado, não é?
      Mas o que realmente é errado, é que quando vemos um Orixá que não é padronizado, xoxamos.
      Vi uma incorporação de Yemonja em um vídeo gravado na Nigéria, onde ela rodopiava e gritava, e depois corria pela aldeia. Se alguma Yemonja se comportar assim aqui, nós certamente diremos "É EKÊ, É EGUN"!
      Julgamos sem saber. Orixá é natureza, e a natureza não é constante e sim livre.
      Mas no Brasil passamos a exigir que os espíritos da natureza se tornem bailarinos treinados.
Ògún TEM que cortar o ar. Oyá TEM que por as mãos na cintura. Obá TEM que cobrir a orelha. Os Orixás TEM que "virar" no Alujá.
      Os Orixás são tão superiores que atendem a esta nova cultura chamada Candomblé sem queixar-se.


sábado, 23 de abril de 2016

Ogum Iara

Esse falangeiro vibra na linha da Oxum e também do Ibeiji, intercendo pelas crianças na Umbanda.
Além da sua natureza de grande guerreiro, esse Capangueiro carrega o amor da mãe Oxum e a doçura das crianças. Carrega na sua característica marcante a sublime demonstração de ensinamentos e mostrar o caminho rumo a vitória.
A cor vibratória de Ogum Iara é o azul escuro. Ele trabalha nas cachoeiras e em alguns jardins, tem como função de ser o receptor das oferendas entregues a Oxum e também a Ibeiji.


sexta-feira, 22 de abril de 2016

Ogum de Lei

Já começo escrevendo sobre dizendo que infelizmente o que se acha dele é pouco, e tudo que se acha não chega aos pés da grandiosidade desse lindo Falangeiro.
Ogum de lei faz o intermédio entre Ogum e Xangô. Ele aplica as leis divinas e a justiça de Xangô, ele é chamado de Executor da Lei Divina.
Ogum de Lei, usa armadura dourada e capa encarnada, por ser intermediador de Xangô usa uma balança nas mãos, sempre com uma mão sobre a espada, em sinal de execução.
Suas cores cabalísticas são branco, vermelho e amarelo. Sua área de atuação é a entrada das pedreiras, pois nas pedras o intermediário de Ogum é, o "Ogum Guarda das Pedreiras". Mas como disse essas entidades são difíceis de ver em terra.
É o Ogum da ponderação, ou seja, conquista/defesa através da ponderação, da estratégia.

quinta-feira, 21 de abril de 2016

Ogum das Matas

      Esse falangeiro de Ogum tem seu campo de força dentro das Matas de Oxóssi. Sua energia é o sol.
      Uma característica desse caboclo é que luta e vence demandas, caça os inimigos e ainda trabalha com as ervas e folhas de suas matas para a cura.
       Ele junta a bravura de Ogum guerreiro e a sabedoria do povo indígena.
       Ogum das Matas é dedicado aos seus filhos, principalmente aqueles que como uma semente estão prontos para entrar em uma terra, e germinarem. Busca orientar seus consultantes a mudança interna para externa, fazendo com que todos cresçam espiritualmente e virem arvores milenares carregados de sabedoria.
       Ele prega aluta, fidelidade, humildade, caridade e a fé e que a passagem por esse mundo seja de grande valia.

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Ogum Matinata


Ogum Matinata vibra, originalmente na linha de Ogum sem cruzamentos, é a linha puro do Orixá Guerreiro.
     Ele é defensor dos campos onde são feitas as oferendas para Oxalá, bem comuns em colinas floridas e montes.
    Ogum Matinata raramente é observado em um trabalho de incorporação
mediúnica, pois são pouquíssimos Médiuns que o tem como guia, pelo
fato de ser uma incorporação um tanto complicada, sendo um Médium com
Ogum Matinata na coroa, esse Médium tem que estar extremamente desenvolvido para tal.
    As cores de Ogum Matinata são branco e vermelho, predominando mais o branco.
    Suas oferendas devem ser sempre entregues em campos com muitas
flores. Além de guardar as oferendas de Oxalá, vibra diretamente com o mesmo.


terça-feira, 19 de abril de 2016

Ogum Rompe Mato

É o senhor comandante dos Caboclos de Ogum, Seu Rompe-Mato é bem conhecido por suas falanges baixam em muitos terreiros.
A maioria dos falangeiros de Ogum, se comportam de forma retida, costumam ficar parado num local, como se fosse um guarda de um palácio, mas os espíritos da falange de Seu Rompe-Mato é diferente, quase todos dançam e rodam o terreiro inteiro, alguns até bradam. Talvez pela afinidade com a linha dos caboclos.
Ele é intermediário entre o Orixá Ogum e Oxossí, por isso também usa como cor vibratório além do branco e vermelho, o verde-mata.
Seu campo de atuação é a entrada das matas, onde Oxossí governa, Ogum Rompe-Mato guarda, ele está sempre na entrada de uma trilha, guardando os espíritos que lá mora.
Não devemos confundir o Ogum Rompe-Mato com o Caboclo Rompe-Mato, um é o intermediador de Ogum e Oxossí, já o Caboclo, é um espírito que trabalha na linha de Ogum, e faz sua entrega pra Oxossí, um é falangeiro, outro é um Guia.
 Apesar de estas suas entidades trabalharem muito próxima, o médium normalmente trabalha com um normalmente trabalha com outro, porém são graus diferente.



Ogum Megê

Esse Falangeiro de Ogum vibra também na linha de Omulu, sendo seu sentinela rondando as encruzilhadas e estradas até os portões que dão acesso a ao campo santo do Pai Omulu.
Poderoso guerreiro, sempre está atento para o que se passa dentro dos cemitérios, sendo importante que; antes de fazermos qualquer passagem neste local, pedimos licença a ele, e pedimos sua proteção contra Espíritos perdidos que se encontram ali.
Ogum Megê, é um protetor fiel e sempre que o chamamos, encontramos pronto atendimento ás nossas súplicas, é sublime, caridoso e nos ajuda diante de nossa fé, apenas desejando respeito e que não usemos o seu nome para levar ódio e maledicências
a terceiros. 
Ele é muito invocado para resolver demandas e trabalhos pesados, principalmente os que envolvem a Calunga Pequena (cemitério).
Como ele ronda o cemitério, nada se faz ali sem antes pedir sua autorização. Era comum ver umbandistas mais velhos levarem oferendas quando fosse fazer entrega na calunga pequena antes de fazer a entrega para o exu.
Dentro da quimbanda ele também não fica de fora, assim como outros Oguns, Megê se encarrega de supervisionar os trabalhos que são realizados e se por ventura algo de muito errado for feito, ele imediatamente comunicará ás esferas superiores e se dará assim, o inicio da cobrança daquele ato, primeiramente para o Exú e posteriormente para a pessoa que solicitou o trabalho.
Quando em terra ele fuma seu charuto e bebe sua cerveja branca, vibrando nas cores preto, vermelho e o dourado.